10 fatos que (provavelmente) você não sabia sobre Cancún — Parte II

O prometido é devido; por isso aqui vai a segunda parte dos 10 fatos que talvez você não conhecesse sobre Cancún. Esperamos que goste e, se você tiver outro dado fora do comum sobre o nosso belo destino e sobre os hotéis 5 estrelas em Cancún, não hesite em contar na seção de comentários.
Você já leu a parte I deste artigo?
6. Dois furacões imensos já atingiram Cancún.

Em 8 de setembro de 1988 , perto das Ilhas de Barlavento, no oceano Atlântico, começava a se formar a depressão tropical número 12 da temporada de ciclones; alguns dias depois, já com o nome de Gilberto e transformado em furacão, o meteoro atingia a ilha da Jamaica e seguia rumo ao norte, ganhando força e velocidade. Gilberto tocaria terras mexicanas dois dias depois, em 14 de setembro de 1988, perto do que hoje é Playa del Carmen, como um furacão de categoria 5, a mais alta que existe, e como o terceiro furacão mais intenso de que se tem registro, com ventos perto dos 300 quilômetros por hora e com a pressão mais baixa já registrada em um furacão no hemisfério ocidental até outubro de 2005, quando o furacão Wilma estabeleceu um novo recorde com uma pressão de 882 hPa. Gilberto seguiria rumo ao Golfo do México deixando atrás de si danos de milhões de dólares e centenas de vítimas fatais nos estados de Yucatán, Tabasco, Tamaulipas, Nuevo León e até no Texas, onde provocou 29 tornados e depois se degradou a tempestade e em seguida a depressão tropical, até finalmente desaparecer.

17 anos depois, em 21 de outubro de 2005, Wilma tocou terra na península de Yucatán como um poderoso furacão de categoria 4, com ventos acima dos 250 quilômetros por hora. Wilma se moveu para o norte provocando ventos de furacão em alguns povoados da península de Yucatán por mais de 70 horas seguidas. Um dos motivos de este furacão ter sido extraordinariamente devastador foi que uma frente fria vinda do norte impediu a tempestade de caminhar com facilidade rumo ao Golfo do México, o que fez com que Wilma ficasse “estacionado” sobre a cidade e arrasasse tudo na sua lenta passagem. Além disso, Cancún havia crescido de maneira exponencial nos 15 anos anteriores, e a infraestrutura da cidade e da zona hoteleira já era muito diferente da que Gilberto encontrou em 1988. O certo é que, tanto durante o furacão Gilberto quanto durante o Wilma, viveram-se horas de angústia neste belo destino turístico; mas, mais importante ainda, Cancún e sua gente se puseram de pé, levantamos o rosto e seguimos fazendo o que sabemos fazer melhor: trabalhar com um sorriso para que quem nos visita encontre nesta, a nossa terra, um lugar que o faça feliz e que nos deixe, como sempre, orgulhosos de viver em um dos lugares mais bonitos do planeta.
7. Cancún significa ninho de serpentes.

Outro detalhe que a maioria dos nossos visitantes costuma ignorar é o significado do nome da nossa cidade. Existem duas versões sobre a origem do nome: a primeira e mais conhecida conta que, em maia, significa “ninho de serpentes”. A segunda versão indica que a origem na língua maia é Ka’an Ku´un, que significa serpente amarela; essa teoria se sustenta no fato de a Zona Hoteleira de Cancún ter certa forma que, ao amanhecer, faz a geografia desta espécie de ilha parecer uma serpente amarela, por causa do sol que ilumina as brilhantes areias brancas. Mas, como se vê , sua denominação exata gera dúvidas. Em alguns mapas o nome aparece como “Kankun” (um só vocábulo com a letra K), que em maia significa de fato “panela de serpentes” ou “ninho de serpentes”; já nas primeiras atas da Infratur, órgão responsável pela criação deste destino, a designação aparece separada em dois vocábulos: Kan-Kun e, às vezes, Can Cún, aparentemente já castelhanizada. A denominação atual do nosso belo destino se deve talvez a comodidades fonéticas ditadas pelo costume ou pelo acaso; de qualquer modo, há um tanto de mistério quanto à origem, ao significado e à pronúncia correta. O que sabemos com certeza é que, não importa o nome, Cancún é o lugar mais bonito do México.
8. A areia de Cancún não esquenta.

Uma das surpresas mais impressionantes que se pode levar de Cancún, sobretudo se você nunca esteve numa praia do Caribe, é a cor da areia e a temperatura dela. Areia branca que se mantém fresca nos 40° do Caribe é uma notícia surpreendente para quem está acostumado às praias do Pacífico, de areia dourada e grão grosso, nas quais é basicamente impossível caminhar descalço. Ou às praias de areia preta , de grão mais fino mas igualmente quente e impossível de aproveitar sem uma toalha, canga ou qualquer outro tecido que evite deitar direto na areia escaldante.
Mas, se você já se perguntou por que a areia de Cancún tem essa cor e essas propriedades, a resposta vai surpreender ainda mais do que perceber que a areia não está queimando e que não é preciso sair correndo para a água para não se machucar. Claro que a areia de cada praia depende da geografia (ou geologia) do lugar: por exemplo, as praias de areia vulcânica costumam ser pretas, enquanto as do Caribe, de areia branca, normalmente têm essa cor por causa do enorme recife de coral que corre em frente às suas costas. E é exatamente esse o caso de Cancún. Mas o mais surpreendente não acaba aí, porque existe um responsável direto pela areia branca das nossas praias: o peixe escarídeo, ou “peixe-papagaio”. Esses peixes são importantes como reguladores do crescimento de algas e da vida no recife em geral. Têm mandíbulas parecidas com o bico de um papagaio, com as quais praticamente mastigam o coral morto; graças a isso o coral consegue se regenerar e se manter vivo por muito tempo. E, como os peixes-papagaio não têm estômago, o coral morto que comem passa direto pelo intestino longo e é expelido na forma de uma nuvem de areia branca. Em média, um escarídeo pode produzir 381 quilos de “areia branca” por ano; então, por estranho que pareça, a realidade da areia branca de Cancún é que se trata de coral moído pelas entranhas do incrível peixe-papagaio.
9. Cancún é uma cidade do beisebol.


Em matéria de esportes, o mais óbvio seria pensar na excelência dos atletas de Cancún nos esportes aquáticos e, embora isso seja verdade e possamos citar muitos exemplos, Cancún é uma cidade cujo esporte mais popular não se joga nas praias, e sim no estádio Beto Ávila, casa dos Tigres de Quintana Roo, 12 vezes campeões da Liga Mexicana de Beisebol, o mais recente deles em 2013. No geral, os Tigres de Quintana Roo são um time com uma história fantástica e cheia de grandes estrelas, campeonatos e mudanças de sede; quem quiser mesmo ser cancunense tem que ir torcer pelos Tigres pelo menos uma vez na vida. Assistir a um jogo é toda uma experiência: esporte, bom humor (os mascotes no beisebol são sensacionais) e um clima bem típico do sul do país fazem das noites dos Tigres uma experiência muito quintanarroense. Basicamente, se você nunca entrou em um táxi que estivesse ouvindo um jogo dos Tigres enquanto o levava ao seu destino, ainda não pode dizer que é cancunense.
10. O segundo maior recife de coral do mundo passa por Cancún.

A 53 quilômetros ao norte de Cancún, na zona mais setentrional de Yucatán, fica o cabo Catoche, ponta que serve de divisa entre o Golfo do México e o mar das Antilhas. Primeiro desembarque intencional dos conquistadores europeus na massa continental do atual território mexicano, o cabo Catoche é ainda o lugar onde nasce o segundo maior recife de coral do mundo, superado apenas pela grande barreira de coral da Austrália. O recife mesoamericano se estende ao longo das costas do Caribe mexicano chegando até a América Central, o que faz da grande maioria destas praias lugares perfeitos para observar a vida marinha em toda a sua extensão. As praias de Puerto Morelos, a poucos quilômetros da entrada de Cancún, são um excelente lugar para essa atividade sem precisar ir mais longe; e para quem está na Riviera Maya é ainda mais fácil: por exemplo, no hotel Oasis Tulum, a poucos metros da margem, dá para ver diferentes peixes coloridos e um passeio de snorkel é atividade obrigatória. Você sem dúvida vai se maravilhar com a experiência e chegar em casa contando para todo mundo como é incrível observar a vida em um recife de coral.
Cancún é sem dúvida um lugar que jamais terminaremos de descobrir, porque se reinventa todos os dias e todas as noites; além disso, sua beleza natural, que devemos conservar a todo custo, parece interminável. Esperamos que estes dez pontos tenham ajudado você a conhecer melhor esta terra que chamamos de casa, e que decida nos visitar muito em breve: aqui em Cancún vamos recebê-lo como sempre há 45 anos, com um enorme sorriso no rosto e o prazer de tê-lo como nosso hóspede.
Carlos Salgado | Sobre o autor
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