O mercado que ninguém chama pelo nome

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Um dos grandes atrativos turísticos do nosso país é o seu folclore, suas cores, seus sabores e sua história. O México é rico nesses temas, e a cada ano milhões de turistas ficam fascinados com o artesanato de um mercado, com nossa cozinha e com nossos sítios históricos. Seja visitando uma construção colonial, comendo em um mercado típico ou comprando alguma peça de cerâmica característica da região, os visitantes se surpreendem com tudo o que o México oferece.

No México, o turismo encontra nessas tradições os motivos que tanto apaixonam os viajantes e que posicionam o nosso país como um dos principais destinos da América e, claro, do mundo.

Cancún, uma cidade jovem

A nossa é a cidade mais jovem do México, com 40 anos desde a fundação. É difícil para Cancún competir nesse sentido com outros destinos turísticos que acompanham a história do país desde a época colonial ou pré-colombiana e que desenvolveram naturalmente arte, gastronomia e folclore próprios de suas regiões. Ainda assim, nós, cancunenses, trouxemos de nossos lugares de origem a história de nossas cidades e, em uma mistura eclética de culturas, os mercados da cidade oferecem todo tipo de artesanato e lembranças que evocam e reafirmam a mexicanidade deste canto do Caribe mexicano. Essa mistura de culturas se percebe mais do que em qualquer outro lugar nos mercados do centro de Cancún, lugares mágicos que nos ensinam que o nosso belo destino é muito mais do que simplesmente uma zona hoteleira.

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Ninguém o chama pelo nome

Entre os mercados de Cancún existe um que é mais popular que todos e que, ainda assim, ninguém chama pelo nome. Localizado no coração da cidade, é talvez o mais típico e mexicano de todos os cantos de Cancún. Conhecido popularmente como “Mercado 28”, justamente por ficar nessa Súper Manzana (conceito que, aliás, pode ser confuso para quem não vive no sudeste do México, mas isso é outra história), é o mais antigo dos mercados do centro e cumpre, em um só lugar, a função de edifício histórico, centro cultural e, claro, referência turística para quem quer deixar a zona hoteleira e conhecer um pouco mais da Cancún dos daqui, da cultura dos outros — os que dormimos na cidade e trabalhamos na zona hoteleira.

“Mercado 28 ou Artículo 115”

Seu nome oficial é “Artículo 115” e, embora perguntar aos cancunenses pelo mercado com esse nome provavelmente renda em troca um rosto de incerteza, é esse o seu nome, e é sem dúvida um lugar emblemático que não se deve deixar de visitar, sobretudo quem vem de fora do país. O México é um daqueles lugares em que partir sem levar ummercado pedaço dele na mala parece absurdo — e, em boa medida, é. Nosso país é rico de muitas formas, mas talvez em nenhuma tanto quanto em história e tradições: nosso legado é milenar na origem e herdamos ainda a fusão de culturas da península ibérica, já que 800 anos de domínio árabe na Espanha resultam em uma cultura imensamente rica, que apaixona quem se abre e decide vivê-la. Convidamos você a conhecer mais de nós, da nossa história e da nossa gastronomia visitando o famoso “Mercado 28” que, como você agora sabe, na verdade se chama “Artículo 115”, embora na cidade da qual é emblema quase ninguém saiba o seu nome.

Foto de Carlos Salgado

Carlos Salgado | Sobre o autor

Fuera del mundo corporativo, desarrollo una escritura underground única que explora los territorios ocultos entre la tecnología, la consciencia y los misterios que la ciencia aún no comprende. Mis textos circulan en espacios alternativos, tejiendo narrativas que conectan el código digital con las fuerzas invisibles que mueven el mundo. Presencia visible: https://jcarlossalgado.com. Lo invisible permanece en las sombras

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