Os deuses astecas da morte
Para quem já leu sobre os deuses astecas e ficou com vontade de mais, reunimos informações sobre as divindades relacionadas ao inframundo — afinal, para os antigos mexicas a morte era muito importante e estava presente em muitos âmbitos.
Deuses da mitologia asteca
- Tlaltecuhtli
- Mictlantecuhtli
- Huitzilopochtli
Deuses mexicanos antigos
Uma das divindades mais importantes da cultura asteca era a deusa Tlaltecuhtli, relacionada à terra e ao ciclo de vida e morte, mas conhecida sobretudo como devoradora de cadáveres. Essa deusa era representada como uma espécie de monstro réptil com múltiplas articulações, um aspecto que provocava pavor.
Além disso, em todas essas articulações podiam-se ver diferentes olhos e bocas, com dentes afiados como presas — daí, acredita-se, o nome de devoradora. Foram dois deuses que se encarregaram de lhe dar morte, partindo-a ao meio, o que provocou a criação do mundo. A deusa, partida de dor, pedia sangue para aplacá-la, e por isso lhe eram oferecidos sacrifícios.
Seguimos com o deus da morte, Mictlantecuhtli, esposo de Mictecacíhuatl, representado como uma divindade coberta de ossos. Acredita-se que era ele quem tirava a vida dos humanos que, depois, chegavam ao seu mundo para nele viver por toda a eternidade. Ele habitava o Mictlán, também conhecido como o lugar dos mortos, o inframundo.
Esse inframundo era mais complexo do que se imagina: atribuem-se a ele 9 níveis diferentes, pelos quais tinham que passar as almas dos falecidos de morte natural. Todo esse percurso era cheio de provas e obstáculos que levavam pelo menos 4 anos para serem superados, até chegar aos deuses da morte. Ali a alma podia, enfim, descansar.
O primeiro dos níveis é o Apanoayan, seguido de Tepeme Monamictia, Iztepetl, Cehueloyan, Itzehecáyan, Teocoylehualoyan, Apanhuiayo, Chiconauapan e, por último, o verdadeiro Mictlán.
Além do Mictlán, reservado a todos os que morriam de causas naturais, existiam outros três inframundos para quem morria por outros motivos. Por exemplo, o Chichihualcuauhco era o lugar para onde iam os que morriam antes de nascer.
Também encontramos na mitologia mexica o Tlalocan, habitado pelo deus Tláloc, território para os que morriam de alguma forma relacionada à água. Existe ainda o Tonatiuhichan, reservado aos guerreiros mortos em batalha, aos assassinados e às mulheres que morriam ao dar à luz.
O filho de Coatlicue, outro dos deuses que relacionamos à morte, é o importante Huitzilopochtli, deus da guerra e do sol. Ele era beneficiário de sacrifícios humanos, que fortaleciam o deus para que ele favorecesse os guerreiros no combate. A particularidade desses sacrifícios era que os corpos eram esfolados e deles se extraía o coração, a parte mais cobiçada.
Patu Soto | Sobre o autor
Posts relacionados:Os deuses astecas da morte
Continue se informando...

Palenque, Chiapas: conheça a história e a beleza de um dos sítios arqueológicos mais importantes do México

A cultura zapoteca

